Sílvio Reis
Jornalista e Ballaieiro
Dola ganha filme com direção de Eucir de Souza
Em 2014, o ator guaxupeano Eucir de Souza comemora o sucesso de vários trabalhos. Na TV, integrou a novela Rebu e a série A Teia, ambos na Globo, que ainda poderá exibir este ano mais dois trabalhos em que ele atua: Os Experientes e um seriado. No cinema, ele faz o pai do protagonista de Hoje eu quero voltar sozinho, que vai representar o Brasil no Óscar. Recentemente foi lançado o longa Na Quebrada. Ainda sobrou tempo para iniciar, em outubro, a gravação do documentário sobre a trajetória de vida da andarilha Dola.
O filme vai questionar o perfil de alguém com problemas de saúde mental, que passou por diversas internações, sofreu preconceitos e abusos, sem perder a pureza e alegria de vida. “Mulher, negra, pobre, alcoolista, moradora de rua e demente, Dola foi, nos anos 70 e 80, uma imagem clássica da infância de Guaxupé. Ela andava livre pelas ruas, maltrapilha, com a cara pintada de branco, um saco nas costas, sempre acompanhada por um cachorro ou uma criança. Dos filhos que teve, cinco estão vivos. Como ela criou seus filhos? De onde ela tirou, para dar, o amor que nunca recebeu? O que faz alguém sobreviver nessas condições? O documentário vai buscar a essência do que nos faz gente e de quão curta é a distância que nos separa uns dos outros.”
Na visão de Eucir, “Dola nos fala da solidariedade das pessoas que a ajudaram, da importância de ser aceito e se inserir num grupo e como daí vem nossa sobrevivência. De um jeito torto, ela participou ativamente dessa sociedade nesses anos todos.” O registro de Maria das Dores Mateus Gomes será por meio de depoimentos, mostrando os principais locais que ela percorria na cidade.
Faz parte da equipe de vinte profissionais do filme as cantoras Márcia Tauil e Jussara Otaviano, que se tornaram produtoras, assinam parte da trilha sonora e ainda atuam como atrizes. Entre os integrantes de São Paulo, Rio e Minas há nomes expressivos do cinema nacional: o diretor de fotografia José Augusto de Blasis, a produtora executiva Cláudia Garcia; a diretora de produção Águeda Amaral, a montadora Ide Lacreta e o assistente de direção Paulo Ferreira, guaxupeano formado em cinema pela USP. Deborah Conti e o jornalista Sílvio Reis assinam a pesquisa sobre a protagonista. Ernani Sastre e Leonardo Betelli Lutf  cuidam do visual, cabelo e maquiagem das personagens. 
As gravações retornam após definição de patrocínio e apoios empresariais, bem como a disponibilidade de tempo de Eucir de Souza, que no momento analisa convites para trabalhos na TV, cinema e teatro. 
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