Mari Brito
Estudante de Letras-Português/Espanhol e Ballaieira
Deixa eu falar “uai”, sô!
Consideramos justa toda forma de... comunicação!
 
Mesmo havendo preconceito, todos sabem que o Brasil é constituído por diversidade, seja ela étnica, social, cultural e outras. Com a língua, não poderia ser diferente; dialeto é o nome que se dá a cada variação linguística. As variações dialetais são classificadas em:
TERRITORIAL, GEOGRÁFICA OU REGIONAL
Ex: O semáforo pode ser designado por farol em São Paulo e sinal ou sinaleiro no Rio de Janeiro.
SOCIAL (GÍRIA)
Ex: “Bagulho” é utilizado para objetos em geral ou para maconha em específico. Pode ser empregado para mulheres feias também.
DE IDADE
Ex: Um adolescente pode chamar sua mãe de “minha velha”.
DE SEXO
Ex: Homem: Cara, preciso te dar uma ideia do que rolou ontem.
      Mulher: Ai, amiga, preciso te contar o que aconteceu ontem.
DE GERAÇÃO
Ex: Hoje, há o “internetês”, a linguagem dos internautas.
DE FUNÇÃO
Ex: Linguagem técnica da área de cada profissional.
Conservadores, não se reprimam! A linguagem formal é extremamente útil em ocasiões necessitadas de um padrão. Contudo, a língua não deve ser dividida entre falar certo e falar errado. Assim como na física, no português tudo é relativo. Regionalismos, gírias, jargões enriquecem o idioma, mas devem ser usados em situações adequadas, com ouvintes adequados. Afinal, o foco deve ser comunicar, fazer entender aquilo que se quer dizer.
O idioma pode ser um instrumento de dominação e descriminação social. Portanto, não sejamos abestados, respeitemos o dialeto do outro e não deixemos de valorizar o nosso. Bora se livrar do preconceito e ficar a par das variações linguísticas existentes no nosso país para que possamos ter o vocabulário enriquecido e para sabermos utilizar tantas palavras circunstancialmente.
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