Régis Thiago
Jornalista e Ballaieiro
Minhas armas são: minha mente, um papel e uma caneta
“Três anos de loucuras, gastos sem proveito, só poderiam ter-me dado hábitos de vícios enraizados, e haviam aumentado, de maneira quase anormal, meu desenvolvimento físico.” Edgar Allan Poe. Com essa citação começo meu texto de hoje, assim a noite passou, a madrugada chegou, a chuva caiu e a mente fluiu.
Muitos podem rir, outros podem chorar, mas minha mente pode viajar, pode sonhar, pode acreditar e tornar tudo possível. Cansei de viver na vida real, tentar achar que tudo é normal, ver sofrimento, hipocrisia, politicagem, ódio e por aí vai e tentar pensar, faz parte da vida. Cansei de pessoas injustas nesse mundo sujo. Vejo pessoas boas partindo, indo descansar em um sono profundo.
Talvez seja por isso que o mundo está cada vez mais vulnerável aos vícios. Sejam eles pelo consumo de drogas licitas ou ilícitas, como o álcool. Viver a vida em uma louca viagem para não encarar a realidade. Será que fugir é a solução? Sei que não é, mas viver no mundo da lua é mais interessante. Ter esperanças que tudo é possível onde dias melhores virão não tem preço. É a única maneira de viver mais feliz nesse mundo cada vez mais infeliz.
Problemas são constantes, mas quem não tem dificuldades? Mas se você desistir de lutar pelo que acredita, pelos sonhos, pelas utopias, sua vida será rotineira sem o sabor da conquista.
Chamam-me de louco sonhador, mas vivo nessa loucura. Para muitos minha mente nem sempre é tão lúcida, não me importo, eu luto por esperanças de dias melhores sempre. Falo besteiras, choro em filmes, dou risadas de situações onde só eu entendo a piada. As vezes bate uma BAD por tantas injustiças, afinal tenho sangue nas minhas veias e sou humano. Sobre os vícios? Acho que cada um tem o seu, seja pela leitura, pelo sexo, pela cerveja, pela maconha, pela novela, pelo surf, resumindo, faça o que te faz feliz e te dê esperanças para poder sorrir. Se as pessoas te julgarem? Lembre-se que todo mundo tem um pecado, qual humano pode te julgar? Aí você escute essa música, Maneiras que se não me engano é do Zeca Pagodinho: “Se eu quiser fumar, eu fumo, se eu quiser beber, eu bebo, eu pago tudo que eu consumo, com o suor do meu emprego. Confusão eu não arrumo, mas também não peço arrego; eu um dia me aprumo, pois tenho fé no meu apego”. Então deixa eu curtir minhas loucuras em paz porque minhas armas são: minha mente, um papel e uma caneta. Esses três atingem e fazem estragos, então cuidado.    
Desenvolvido por DEC WebSites