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Paraquedismo é atração em São João da Boa Vista-SP
Paraquedismo incrementa o turismo em São João da Boa Vista e fortalece projeto aeroportuário

A atração de turistas ao Aeroporto Municipal nos finais de semana e feriado é um dos motivadores da Prefeitura para a implantação do projeto de criação de um polo aeroportuário na cidade. O objetivo é incrementar o turismo, atrair empresas ligadas à tecnologia aérea e movimentar a economia do comércio local.

O colorido dos paraquedas e a emoção da prática do esporte estão atraindo cada vez mais turistas para São João da Boa Vista. Desde que a Equipe Azul do Vento instalou-se no Aeroporto Municipal, São João começou a ser ponto de parada também para os turistas que frequentam as cidades vizinhas, como Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG). De olho nesse potencial econômico para o município,o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho esteve em audiência, no dia 18 de março passado, com ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, em Brasília, para tratar do projeto de criação de um polo aeroportuário na cidade.
Na ocasião, o prefeito apresentou um estudo sobre o desenvolvimento estratégico do Aeroporto de São João da Boa Vista, no qual destaca o potencial da cidade para se tornar um polo aeroportuário. Borges de Carvalho também solicitou ao ministro a inclusão da cidade no Programa de Investimentos em Logística para Aeroportos, através do qual o Governo Federal realiza melhorias nas instalações, ampliação de pista, construção de terminais e agregação dos aeroportos regionais à rede de transporte aéreo regular. Vale destacar que a pista do Aeroporto Municipal tem 1,5 mil metros - maior do que as duas pistas do Santos Dumont, no Rio de Janeiro.  
O polo aeroportuário ainda está no papel, pois as verbas federais também são necessárias para que o projeto seja elaborado e especificado. “A expectativa é que ele seja incluído na próxima edição de investimentos do Ministério”, explica a diretora da Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento da Prefeitura de São João da Boa Vista Amélia Queiroz. Embora, segundo Amélia, o polo seja uma ideia, o Aeroporto já está sendo encarado com uma visão de negócios. Tanto que uma empresa, a INPAER, já se instalou no local que será destinado à implantação do polo, e outra, a SEAMAX, que está no Distrito Industrial aguarda o Plano Diretor do Aeroporto para se mudar para a nova área.
Azul do Vento
Foi o intenso tráfego aéreo em Campinas, provocado pela ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos e pela elevação do Aeródromo dos Amarais para Aeroporto Estadual, que obrigou a Azul do Vento, uma das mais tradicionais escolas de formação de paraquedistas do Brasil, a transferir suas atividades para São João da Boa Vista.
No Aeroporto dos Amarais, a Azul do Vento manteve apenas um escritório e transferiu para São João da Boa Vista, distante 100 km de Campinas, tanto os treinos dos atletas, que formam a equipe várias vezes recordista, como os saltos duplos que permitem aos turistas experimentarem as sensações da queda livre e voo panorâmico. “São João da Boa Vista tem atraído os amantes da prática aerodesportiva por oferecer um pôr do sol lindíssimo, que os paraquedistas têm o privilégio de apreciar do alto”, diz Marcos Pettená, coordenador da equipe.
 Os saltos são realizados aos sábados e domingos e, durante a semana, por agendamento. A capacidade é de atendimento de 30 alunos e 100 saltos duplos por mês. Tanto alunos como as pessoas interessadas em realizar o salto duplo são acompanhadas por familiares e amigos, o que garante o movimento no aeroporto e na cidade. Com a transferência para o Aeroporto Municipal de São João da Boa Vista, a Azul do Vento investiu em uma estrutura de alto nível, com hangar próprio, espaço para instrução, guarda da aeronave, sala de aula, banheiros, manifesto (secretaria) e um restaurante exclusivo.
Sobre o polo aeroportuário
O polo aeroportuário de São João da Boa Vista tem por objetivo atrair empresas ligadas à tecnologia aérea, ao turismo e também ao setor comercial. Faz parte do projeto a construção de hangares e a instalação de equipamentos voltados ao lazer. “A imagem altamente positiva da Azul do Vento tem agregado muito valor à cidade e ao aeroporto”, diz a diretora da Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento da Prefeitura de São João da Boa Vista Amélia Queiroz.
De acordo com Amélia, o prestígio da Azul do Vento tem contribuído para atrair parceiros e para destacar a importância do aeroporto para a cidade e para a região. Embora Amélia não tenha como quantificar o crescimento do número de turistas, desde que a Azul do Vento transferiu-se para São João, o movimento de visitantes é notório, tanto no Aeroporto quanto na cidade.
A nova realidade que São João da Boa Vista pretende viver a partir da criação do polo aeroportuário, segundo Amélia, terá na Azul do Vento um dos seus sustentáculos, já que o público que costuma acompanhar as atividades da equipe tem, normalmente, maior poder aquisitivo.
Turismo em São João
Conhecida como a cidade dos “Crepúsculos Maravilhosos”, São João da Boa Vista tem 85 mil habitantes e conta com várias atrações que também começam a serem descobertas pelos turistas que visitam o interior paulista. O Theatro Municipal, que neste ano festeja seu centenário, é uma das riquezas arquitetônicas da região, além de ser o palco de diversos eventos culturais durante o ano todo. Restaurantes, parques, praças e prédios históricos também despertam a atenção dos visitantes.
O Centro Cultural Pagu é outra referência turística da cidade, não só por suas atividades, mas por homenagear Patrícia Rehder Galvão ou, simplesmente, Pagu, uma das mulheres mais importantes da história das artes e do movimento feminista do país, e que nasceu na cidade. Entre os eventos realizados estão as caminhadas da Lua Cheia, e os eventos culturais, como a Virada Cultural, semana Guiomar Novaes, Festa Junina, Semana Fernando Furlaneto e o Festival de Teatro.
Referência esportiva
Fundada em 1979, em Campinas, no interior de São Paulo, a Azul do vento tornou-se referência mundial em paraquedismo, tendo à frente a família Pettená. Nos 24 anos em que funcionou no antigo Aeródromo dos Amarais, a equipe bateu 10 recordes, sendo nove de Trabalho Relativo (TR) ou Formação em Queda Livre (FQL). Em 2003, por exemplo, a Azul do Vento bateu o recorde de maior formação em queda livre constituída por atletas de um mesmo clube, construindo no céu um diamante de 64 paraquedistas em 2003.

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